Como utilizar a estratégia correta replicando os experimentos na prática!

Acredita-se que o tratamento dado ao café no processo de secagem nos terreiros é responsável por 60% da qualidade do produto final. Saber trabalhar com planejamento e estratégias de pós-colheita é determinante para ter êxito e consequentemente atingir melhores resultados de qualidade e de comercialização do seu café.

No artigo anterior focamos em auxiliar o produtor a mapear os seus talhões (não leu? Clique aqui!) para depois saber utilizar a melhor estratégia frente aos cenários, chegou a hora de descobrir como. Então vamos lá!

 

 

A estratégia utilizada para os cenários 1 e 2 é pegar todos os talhões de café que não obtiveram resultados tão diferentes com a fermentação quando comparado a metodologia básica. Deixe o café com uma espessura equivalente a 2 dedos ou 4cm (exemplo na Foto 1). Dê uma olhada todos os dias, caso comece a aparecer comunidades visíveis de fungos (brancos, verdes etc..) revolva o café e deixe cada vez mais arejado.

Esse processo vale ser realizado tanto para aqueles cafés que se manifestaram bons no experimento de secagem básica, com pontuações de café especial mesmo não precisando passar pela secagem lenta na primeira semana (cenário 2) quanto para os que não tiveram grandes diferenças do básico para a fermentação, permanecendo café commoditie (cenário 1).

Isso traz uma consciência para o produtor do que os lotes terão de características sensoriais além de auxiliar no aspecto físico e na mitigação de riscos, pois terão secas mais homogêneas, por estarem em camadas mais finas e sairão mais rápido dos terreiros, sendo menos expostos a possíveis intempéries e consequentes problemas de umidade, é uma estratégia segura para quem já conhece seus talhões e sua matéria prima. Tem interesse em saber como trabalhar sua matéria prima, seja ela Boinha, Boião, Cereja ou Verde? (Assista o vídeo aqui!)

O cenário 3 é onde aplicaremos a estratégia de secagem mais lenta, mesmo que isso intensifique os riscos, pois mostra para nós que a réplica do processo da maneira correta será crucial para a melhoria na qualidade e consequentemente no valor comercializado na saca.

Nesse processo deixamos o café bem amontoado e com uma espessura de 20cm na primeira semana. Assim a fermentação que já ocorre naturalmente será intensificada e traremos sabores mais exóticos e vinhosos para xícara.

Nessa etapa é importante observar a mudança na cor e na textura dos grãos, que passarão de vermelho/vinho para vinho escuro, terão o aspecto parecido com o de jaboticaba e finalizado como uva passa, falamos muito sobre isso no texto de mapeamento dos talhões de café, que pode ser acessado aqui! Não se esqueça de checar os aromas da massa e acompanhar o aspecto físico no terreiro, não devemos ser capazes de enxergar comunidades de fungos visíveis, pois isso indica infestação e não sabemos a real consequência disso para a saúde, por se tratar de um alimento devemos ter cuidados redobrados.

Deixamos aqui algumas estratégias que podem ser utilizadas a partir dos dados coletados no mapeamento dos talhões.

Além de reduzir custos e direcionar os esforços, o mapeamento traz conhecimento do seu produto e norteia a tomada de decisão, tornando possível o planejamento, mitigando riscos e trazendo maior rentabilidade.

Deseja receber conteúdos exclusivos sobre qualidade do café, gestão das lavouras e estratégias de comercialização? Deixe o seu contato aqui!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *